quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Mary Cutis Lee

 SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA.

Mary Cutis Lee
Quem me segue sabe que as vezes eu conto um pouco de história, eis a primeira da série Crônicas da Guerra Civil, T que é o quilt que estou me programando fazer com algumas alunas a partir do ano que vem. Tempos Turbulentos (1)
Mary nasceu em 1° de outubro de 1808, era bisneta de Martha Washington, pra quem não sabe, Martha era esposa de George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos.
Era comum naquela época ser educada em casa e Mary tinha um talento para pintura.
Em 1831 ela se casou com o recém formado em West Point Robert Lee, eles foram morar na casa Arlington, uma propriedade dos pais de Mary, o casal teve sete filhos e Mary, como sua mãe também ensinou os escravos a costurar, ler e escrever, pois ela era uma apoiadora da emancipação deles. Infelizmente Mary sofria de artrite reumatóide e logo passou a usar cadeiras de rodas, mas isso não a impediu de administrar a casa e cuidar de sua familia.
Quando o estado da Virginia declarou sua separação da União em abril de 1861, Robert decidiu lutar em favor dos estados do sul.
Com a certeza de que a União avançaria em direção a sua casa por questões estratégicas, ele pediu que Mary se estabelecesse em Richmond com a familia.
Em meio aqueles anos turbulentos, Mary e suas filhas se concentraram em apoiar o esforço de guerra, tricotando meias para os soldados suportarem os invernos rigorosos.
Mesmo vencendo varias batalhas devido a sua capacidade o General Lee acabou perdendo a guerra nas investidas contra o norte. Nunca mais pode retornar a sua casa, que acabou virando um cemitério de soldados.
Mary lamentou não poder retornar, pois tinha boas lembranças de sua vida naquela casa.
No verão de 1873 Mary pode visitar a casa pela ultima vez, mas já não se parecia com a casa de suas lembranças, apenas os velhos carvalhos poupados eram os mesmos.
Mary morreu em 5 de maio de 1873.
Uma curiosidade que eu gostaria de acrescentar a este texto é que o presidente Abraham Lincoln ofereceu ao Robert Lee o comando do Exército da União.



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