SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA: REVIVENDO O PASSADO.
Estamos na metade de 2018 e o ano está voando, eu ainda sonho com vários projetos de colchas e queria que os dias tivessem mais horas para eu poder costurar tudo o que tenho desejado nestes últimos anos, mas acho que precisaria viver séculos ( risos).
Comprei um projeto há alguns anos da Di Ford que estou inclinada a começá-lo em breve, mas antes quero finalizar dois inacabados e assim tenho certeza que este vai decolar sem interrupções. Di Ford para quem não sabe é uma autora australiana e o mais bacana é que mesmo em tempos modernos com tantos trabalhos contemporâneos singulares e deslumbrantes há um grupo de autoras que revive o passado, e eu gosto muito dos trabalhos tradicionais de época. No início do século 19 as colchas de blocos ainda não eram moda, o que se fazia eram colchas estilo medalhão ou tiras. Um exemplo bem lindo de uma colcha de medalhão é a da Jane Austen. O molde da colcha possui no centro uma estampa de cesta com flores e ao redor retalhos em formato de diamantes em 60° graus emoldurados por uma faixa clara de fundo branco e bolinhas vermelhas e bordas largas de retalhos bem menores,no mesmo ângulo . O interessante em colchas assim com tantos retalhos diferentes é poder conhecer o que se usava naquela época, é um mostruário de tecidos do século 19. A colcha não foi acolchoada, não tem recheio, apenas o topo e um forro e pode ser vista no museu da Jane Austen.
O padrão que eu comprei da Di Ford é estilo medalhão, no centro há uma belíssima aplicação que são emolduradas com retalhos e também faixas com outras aplicação lembrando o estilo de bordado de uma região da Irlanda, Mountmellick e por isto a colcha leva este nome. Di Ford já publicou livros e moldes neste estilo clássico e no seu livro Primarily Quilts há uma inspirada na colcha de Sarah Furman Warner Williams, que se encontra no Metropolitan Museum. Esta colcha foi em homenagem a mãe de Sarah , Phoebe Warner, feita em 1803 e doada ao museu em 1938 pela neta de Phoebe, Catharine E. Cotheal.
As fotos abaixo são de Mayleen, que reproduziu a colcha do livro da Di Ford e batizou a sua colcha como a colcha de Phoebe, que no livro leva o nome de The Cotheals at Home , mostrando a cena da família Cotheals em casa cuidando das ovelhas e no dia a dia. Espero que tenham curtido a história de hoje, até a próxima.
Texto inspirado em blogs da Barbara Brackman, Mayleen e padrões da Di Ford.
Quem quiser ver detalhes da colcha de Mayleen, entrem neste blog de quem a quiltou. Vale muito a pena ver de perto os detalhes. Quilting da Jan Hutchison
http://thesecretlifeofmrsmeatloaf.blogspot.com/…/phebe-mayl…
Este blog tem como objetivo falar sobre Quilts e suas histórias, dicas, sugestões e fotos.
sábado, 7 de julho de 2018
sábado, 24 de março de 2018
SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA:
Recordando o passado.
Aproveitando o dia em casa, e depois da polêmica história sobre os blocos do Underground Railroad, resolvi ler o livro Home Life in Colonial Days de Alice Morse Earle de 1898.
O livro é charmoso, dá uma visão rara de como era a vida nos anos de 1800 e como as mulheres valorizavam seus tecidos coloridos e ansiavam decorar suas casas se especializando em trabalhos manuais bordados e costurados.
Elas aproveitavam cada encontro para trocar padrões e falar sobre eles. (alguém aqui se identifica com estes relatos de 1800?)
Elas falavam sobre a qualidade e desenhos dos tecidos, principalmente os importados. ( Não estou inventando isto, está escrito no livro de 1898, muito interessante e como não mudou muito de lá pra cá, não é mesmo?)
Os tecidos florais indianos eram recortados e aplicados nas colchas, depois elas estudavam minuciosamente o quilting. Alice se lembrava de ver colchas esticadas por cordas com uma dúzia de quilters ao redor , era um trabalho unido e verdadeiramente social no qual muitas vezes pratos ou pires eram usados para riscar círculos perfeitos para o quilting.
Ela descreve também em seu livro que o trabalho mais elaborado que conheceu foi uma colcha de 1738 que tinha como recheio lã prensada.
No mesmo capítulo ela escreveu que várias colchas eram montadas ao mesmo tempo e que o trabalho era chamado de quilting bee, no qual as mulheres se deleitavam e cada vez mais se tornavam hábeis com as agulhas.
Depois de vivenciar um período de pós-guerra e luta pela Independência, a situação financeira das famílias ficou um pouco apertada. Os tempos difíceis fizeram com que até os mais abastados economizassem. E após usar os tecidos caros e alegres na confecção dos vestidos, os retalhos eram cuidadosamente preservados e transformados em algo útil para o lar.
Em museus hoje é possível encontrar colchas de retalhos do século 19 com os melhores cetins, veludos e brocados daquele período.
Themis Abdo
Livro citado: HOME LIFE IN COLONIAL DAYS – Alice Morse Earle
Recordando o passado.
Aproveitando o dia em casa, e depois da polêmica história sobre os blocos do Underground Railroad, resolvi ler o livro Home Life in Colonial Days de Alice Morse Earle de 1898.
O livro é charmoso, dá uma visão rara de como era a vida nos anos de 1800 e como as mulheres valorizavam seus tecidos coloridos e ansiavam decorar suas casas se especializando em trabalhos manuais bordados e costurados.
Elas aproveitavam cada encontro para trocar padrões e falar sobre eles. (alguém aqui se identifica com estes relatos de 1800?)
Elas falavam sobre a qualidade e desenhos dos tecidos, principalmente os importados. ( Não estou inventando isto, está escrito no livro de 1898, muito interessante e como não mudou muito de lá pra cá, não é mesmo?)
Os tecidos florais indianos eram recortados e aplicados nas colchas, depois elas estudavam minuciosamente o quilting. Alice se lembrava de ver colchas esticadas por cordas com uma dúzia de quilters ao redor , era um trabalho unido e verdadeiramente social no qual muitas vezes pratos ou pires eram usados para riscar círculos perfeitos para o quilting.
Ela descreve também em seu livro que o trabalho mais elaborado que conheceu foi uma colcha de 1738 que tinha como recheio lã prensada.
No mesmo capítulo ela escreveu que várias colchas eram montadas ao mesmo tempo e que o trabalho era chamado de quilting bee, no qual as mulheres se deleitavam e cada vez mais se tornavam hábeis com as agulhas.
Depois de vivenciar um período de pós-guerra e luta pela Independência, a situação financeira das famílias ficou um pouco apertada. Os tempos difíceis fizeram com que até os mais abastados economizassem. E após usar os tecidos caros e alegres na confecção dos vestidos, os retalhos eram cuidadosamente preservados e transformados em algo útil para o lar.
Em museus hoje é possível encontrar colchas de retalhos do século 19 com os melhores cetins, veludos e brocados daquele período.
Themis Abdo
Livro citado: HOME LIFE IN COLONIAL DAYS – Alice Morse Earle
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