sábado, 24 de março de 2018

SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA: 
Recordando o passado.
Aproveitando o dia em casa, e depois da polêmica história sobre os blocos do Underground Railroad, resolvi ler o livro Home Life in Colonial Days de Alice Morse Earle de 1898.
O livro é charmoso, dá uma visão rara de como era a vida nos anos de 1800 e como as mulheres valorizavam seus tecidos coloridos e ansiavam decorar suas casas se especializando em trabalhos manuais bordados e costurados.
Elas aproveitavam cada encontro para trocar padrões e falar sobre eles. (alguém aqui se identifica com estes relatos de 1800?)
Elas falavam sobre a qualidade e desenhos dos tecidos, principalmente os importados. ( Não estou inventando isto, está escrito no livro de 1898, muito interessante e como não mudou muito de lá pra cá, não é mesmo?)
Os tecidos florais indianos eram recortados e aplicados nas colchas, depois elas estudavam minuciosamente o quilting. Alice se lembrava de ver colchas esticadas por cordas com uma dúzia de quilters ao redor , era um trabalho unido e verdadeiramente social no qual muitas vezes pratos ou pires eram usados para riscar círculos perfeitos para o quilting.
Ela descreve também em seu livro que o trabalho mais elaborado que conheceu foi uma colcha de 1738 que tinha como recheio lã prensada.
No mesmo capítulo ela escreveu que várias colchas eram montadas ao mesmo tempo e que o trabalho era chamado de quilting bee, no qual as mulheres se deleitavam e cada vez mais se tornavam hábeis com as agulhas.
Depois de vivenciar um período de pós-guerra e luta pela Independência, a situação financeira das famílias ficou um pouco apertada. Os tempos difíceis fizeram com que até os mais abastados economizassem. E após usar os tecidos caros e alegres na confecção dos vestidos, os retalhos eram cuidadosamente preservados e transformados em algo útil para o lar.
Em museus hoje é possível encontrar colchas de retalhos do século 19 com os melhores cetins, veludos e brocados daquele período.
Themis Abdo
Livro citado: HOME LIFE IN COLONIAL DAYS – Alice Morse Earle



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