sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Martha Hide Watts

Fico sempre muito admirada quando ouço a história de alguém que tenha renunciado a convivência familiar , país de origem para se dedicar por toda a vida a uma causa. Hoje falarei sobre Martha Hide Watts , que nasceu  em Bradstown, Kentucky em 13 de fevereiro de 1845 . ainda jovem perdeu seu noivo na Guerra da Secessão e em 1881, ouvindo sobre missionários voluntários que viriam ao Brasil para evangelizar e educar através da doutrina metodista, ela veio e deu inicio ao Colégio Piracicabano em Piracicaba que mais tarde tornou se o Instituto Metodista de Piracicaba UNIMEP.
Ao chegar ao Brasil , Martha ganhou uma escrava de presente de um casal do Rio de Janeiro, seu nome era Flora Blumer, como Martha era abolicionista, assim que chegou ao colégio , com a ajuda de Prudente de Moraes,tratou de dar a carta de alforria a Flora, que passou a ser uma funcionária do Colégio até sua morte em 1892.
A base da doutrina metodista está fundada nos ensino dos irmãos John e Charles Wesley, que discordavam com a Igreja Anglicana, pois esta era elitista. Eles acreditavam que o evangelho deveria ser levado a todas as classes sociais e que através da educação todas ass pessoas teriam acesso a leitura da Biblia.
O Colégio Piracicabano ampliou e tornou se um internato , onde muitas jovens, entre elas algumas descendentes de americanos receberam uma educação diferenciada. O Colégio possuia até um observatório no telhado para os alunos usarem durante as aulas de astronomia. além de aprenderem Frances e Musica as jovens também tinham aula de costura, onde aprenderam a arte de unir retalhos.
No quarto que pertenceu a Martha Watts é possivel ver no baú umas amostras de trabalhos de ex alunas. O Centro Cultural Martha Watts fica na rua da Boa Morte 1257 em Piracicaba SP e fica aberto a visitação pública de segunda a sexta feira das 9h as 17h.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O QUILT DOS MELLICHAMP

             
          
           O QUILT DOS MELLICHAMPS
Há alguns quilts que são considerados verdadeiras relíquias da Guerra Civil, uma delas é o Quilt dos Mellichamps. Este quilt tem uma história intrigante .
George Holyoke, um jovem fazendeiro, que aos 32 anos deixa sua esposa e propriedade para lutar no Exército da União em 1862, testemunhou as maiores batalhas da Guerra nos anos que serviu como voluntário na Compania K do 45° Regimento da Infantaria de Illinois sob o comando do General Grant e General Sherman.

Durante o tempo que serviu comprou um quilt de um soldado que o usava como cama e o enviou a sua esposa . A sra Holyoke ficou maravilhada ao desdobrar a colcha e encontrar um tecido  de estampas recortadas a vidro e aplicadas sobre um tecido fino importado . Na colcha havia 35 nomes escritos com a mesma caligrafia, a maioria deles com o sobrenome Mellichamp e outros como, Rivers, Hinson e Cronwell. Aos 94 anos, já viúva, a sra Holyoke doou o quilt à Sociedade Histórica do Kansas e pediu que os curadores procurassem pelos descendentes daquele belíssimo quilt, eles pesquisaram a lista de nomes dos soldados que serviram naquela época mas não encontraram nada . Muitos anos se passaram até que William S. Scott, um estudioso da Guerra Civil, com especial interesse na Compania K descobrisse que os nomes da Colcha que George havia enviado a sua esposa , eram da pequena comunidade na ilha de St James , Carolina do Sul,e variavam entre 15 e 18 anos e onde soube que a Guerra havia sido muito dura para a família dos Mellichamps. Nenhum deles chegou a se alistar no Exercito, dois morreram em prisões do norte e dois de ferimentos, apenas dois sobreviveram. Ninguém soube explicar como o quilt chegou a Lousiana ou Mississipi , talvez ele tenha sido dado ao namorado da Alice Mellichamp ou a alguém da pequena comunidade. Quem seria o destinatário do belo quilt? Jamais saberemos, mas ele está até hoje na Sociedade Histórica do Kansas como uma das relíquias que sobreviveram a Guerra Civil.