SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA.
Mary Cutis Lee
Quem me segue sabe que as vezes eu conto um pouco de história, eis a primeira da série Crônicas da Guerra Civil, T que é o quilt que estou me programando fazer com algumas alunas a partir do ano que vem. Tempos Turbulentos (1)
Mary nasceu em 1° de outubro de 1808, era bisneta de Martha Washington, pra quem não sabe, Martha era esposa de George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos.
Em 1831 ela se casou com o recém formado em West Point Robert Lee, eles foram morar na casa Arlington, uma propriedade dos pais de Mary, o casal teve sete filhos e Mary, como sua mãe também ensinou os escravos a costurar, ler e escrever, pois ela era uma apoiadora da emancipação deles. Infelizmente Mary sofria de artrite reumatóide e logo passou a usar cadeiras de rodas, mas isso não a impediu de administrar a casa e cuidar de sua familia.
Quando o estado da Virginia declarou sua separação da União em abril de 1861, Robert decidiu lutar em favor dos estados do sul.
Com a certeza de que a União avançaria em direção a sua casa por questões estratégicas, ele pediu que Mary se estabelecesse em Richmond com a familia.
Em meio aqueles anos turbulentos, Mary e suas filhas se concentraram em apoiar o esforço de guerra, tricotando meias para os soldados suportarem os invernos rigorosos.
Mesmo vencendo varias batalhas devido a sua capacidade o General Lee acabou perdendo a guerra nas investidas contra o norte. Nunca mais pode retornar a sua casa, que acabou virando um cemitério de soldados.
Mary lamentou não poder retornar, pois tinha boas lembranças de sua vida naquela casa.
No verão de 1873 Mary pode visitar a casa pela ultima vez, mas já não se parecia com a casa de suas lembranças, apenas os velhos carvalhos poupados eram os mesmos.
Mary morreu em 5 de maio de 1873.

















